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02/02/2007 23:07:27

Artigo
Salvador abre alas para o Ano Municipal da Leitura

Por: Olívia Santana


A Câmara Municipal de Salvador aprovou, por unanimidade, a Lei 7.097/06, de minha autoria, que faz do ano de 2007 o Ano Municipal da Leitura. A lei guarda relação com a agenda desencadeada a partir do ano de 2005, quando foi instituído o ano Ibero-americano da leitura, celebrado em de 21 países das Américas e da Europa.

 

No Brasil, foi criado o Plano Nacional do Livro e Leitura, que se constitui num conjunto de projetos, programas, atividades e eventos na área da leitura, literatura e bibliotecas, numa parceria Estado/sociedade.

 

O Ano Municipal da Leitura possibilitará uma série de mobilizações orientadas para destacar Salvador como uma cidade que honre sua historia de cidade das letras, de tantos escritores e agora desafiada a democratizar conhecimentos.

 

A escola é a instituição vocacionada a promover o ensino da leitura. Mas a instituição vem fracassando em sua missão. Os dados do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), realizado pela Organização para o Desenvolvimento Econômico – OCDE, no ano de 2000, dão conta do mau desempenho dos alunos das escolas públicas e privadas brasileiras em relação ao letramento. Os atuais dados do SAEB – Sistema de Avaliação da Educação Básica - revelam que ainda não houve grandes alterações no quadro apresentado pelo PISA. 

 

Salvador é uma cidade de forte tradição oral. Talvez pela sólida e diversa contribuição africana, a cidade tem um povo de oratória fluente.

 

Há que se estimular a consciência coletiva da cidade sobre a importância da leitura para o desenvolvimento intelectual do seu povo. Da articulação entre os poderes públicos e a iniciativa privada podem surgir estratégias que efetivamente mudem o cenário cultural da leitura.

 

Assim, a Lei 7.097/2006 contribui para que Salvador vivencie um ano de mobilizações em torno da leitura, especialmente a ampliação do número de bibliotecas numa cidade de mais de 2,5 milhões de habitantes, seguindo uma lógica de descentralização e alcance dos bairros populares. Há que se ouvir os ecos do poeta Castro Alves "Oh! Bendito o que semeia livros... livros à mão cheia e manda o povo pensar! O livro caindo n´alma é germe que faz a palma, é chuva que faz o mar". 

 

Olívia Santana

Vereadora

 

 

 

 



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